segunda-feira, 16 de maio de 2016

"No mundo da Luna", de Carina Rissi




Luna Braga é formada em jornalismo há pouco tempo e trabalha na revista Fatos & Furos, ela é uma grande jornalista que escreve matérias SENSACIONAIS! SQN! kkkk... Ela é a garota de recados da empresa! ISSO MESMO! Passou anos na faculdade de jornalismo para ser uma garota de recados! Para vocês terem noção, de tão invisível que é, Dante (Pense num chefe GATO de morrer! Um estilo Clark Kent, sabe? Uma cara de intelectual extremamente lindo!), que é seu chefe, vive trocando seu nome. Ela queria não se importar com isso, mas ela tinha plena certeza de que ele fazia isso de propósito, afinal, se foi ele mesmo que a entrevistou, não falava o nome dela certo porque não queria.

  E como se não bastasse ele ser extremamente irritante, ele agora estava lhe dando uma difícil missão: assumir o horóscopo da revista. Seu sangue cigano poderia ser um indicativo de que tudo sairia bem, mas quando ela passou toda a sua vida fugindo da tradição, as coisas só poderiam acabar em uma bela e enorme confusão. Sem saber o que fazer para realizar as previsões semanais, ela compra um baralho da famosa cigana Madalena e tenta ao máximo colocar um toque divertido em tudo. Aí que a coisa começa a ficar SUPER TENSO caros leitores e leitoras.

  Apesar dela se achar uma charlatã, isso não acontecia com os leitores da sua coluna, pois todos estavam convictos de que ela era uma vidente talentosa. O que ninguém sabia é que se ela realmente fosse poderosa, conseguiria prever que o seu futuro era diferente de tudo o que ela imaginou, e que o homem da sua vida talvez não fosse um deus de ébano, mas sim um nerd de camisetas esquisitas. Mas talvez ele esteja com ela só por causa do eleito da magia? Será?

Só sei de uma coisa, “o verdadeiro resiste à magia, apenas o artificial perece”.

         A história é narrada a partir do ponto de vista de Luna. Acho que por isso me estranhei tanto com ela. Estar tão "próxima" dela e ter que lidar com o seu jeito temperamental e explosivo, me fez revirar os olhos muitas vezes. Ainda mais porque ela é muito problemática. Do tipo que distorce tudo o que é dito e que não assume o que faz, sempre procurando alguém para culpar.

           Tenho que dizer que a história é superleve e divertida. É o tipo de livro que quando você começa a ler com bastante tempo à disposição, é certeza que terminará antes mesmo de se dar conta.


        Apesar de não ter sido um livro que mexeu com os meus sentimentos de forma avassaladora, ele cumpriu o seu propósito no quesito diversão. A verdade é que Carina Rissi é uma autora extremamente talentosa e que consegue tornar bacana um enredo que já é clichê na literatura e no cinema. 

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